Concurseiros
Nos tempos de crise de vivemos - aliás, esta crise é tão longa que já parece ter virado um estado de espírito -, com as incertezas econômicas e a sede gananciosa das corporações, somado à mecanização de tudo o que uma pessoa poderia fazer, o emprego no setor privado é uma incerteza constante. Hoje você acorda cedo, toma banho e café e vai para o trabalho; amanhã, você pode fazer essas mesmas coisas, mas, ao invés de pegar a fila para bater o ponto, vai para a fila na porta das agências de empregos à procura de um milagre. É por isso que o governo tem sido a vedete do emprego, tornar-se um funcionário público virou, antes de mais nada, uma garantia. Garantia de que todo o dia você vai para o mesmo lugar cinzento, olhar para as mesmas pessoas chatas e, no fim do mês, ter assegurado o dinheiro que lhe dará a oportunidade de fazer coisas que te façam esquecer dos lugares cinzentos e das pessoas chatas. Mamar na teta do governo, isso sim é o que o povo gosta, e, quem chega a conseguir, de...