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Curiosidade: o alimento para a criatividade

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  Quem, ao menos uma vez na vida, não pensou que gostaria de ser mais criativo ou ser o mínimo que fosse? Eu me questionava sobre isso quase todos os dias porque a criatividade não é só para os artistas, como eu pensava. No mundo corporativo, a criatividade é uma habilidade cada vez mais exigida e cultuada, às vezes ela se camufla com outro nome: INOVAÇÃO.  Então, se cada vez mais precisamos ser criativos, seja para querer uma promoção ou apenas desenhar, escrever ou fazer uma coreografia surpreendente, como colocar criatividade dentro da nossa cabeça?  Eu achava que criatividade era um dom, quem nasceu com ele, parabéns; quem não, que chore as pitangas. E pra mim, eu estava do lado chorador. Aí a gente vai vivendo, aprendendo e na jornada muita coisa chega para nos acalmar. Uma das maiores lições que aprendi, dita por uma das pessoas mais criativas que conheço foi: criatividade não é dom, é exercício. Eu olhei de canto e pigarreei quando ouvi, vindo de um cara com ideias...

Destino: O que você quiser

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  Outro dia, estava conversando com um amigo por WhatsApp e no meio da conversa ele falou que uma das coisas que mais lhe pesava viver em quarentena era a falta de liberdade para poder viajar. Disse que viajar era para ele uma libertação da alma, uma forma de extrapolar o próprio corpo e enxergar além da matéria. Uau! Eu respondi, ele que não é do tipo poético lançou um pensamento de efeito desses... me mostrou que viajar para ele era realmente algo muito poderoso! Fiquei sem responde-lo por um tempo. Pensei que viajar era realmente bom, mas, por circunstâncias diversas, eu não tinha tido a oportunidade de viajar tanto assim, logo, estava privado de viver uma experiência intensa como a dele. Será? Não precisei pensar muito. Peguei o celular de novo e apertei o botão com o microfone para dizer: Sabe que eu não estou sofrendo com isso? Nesses cinco ou seis meses eu fui para o Rio de Janeiro, passei um tempo em Botafogo e vi de perto como era viver em um Cortiço, cruzei por ruas ainda...

"Contribuição" sobre os livros não contribui em nada

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  Estamos em agosto de 2020, a pandemia está por aí, colegas perdendo empregos, avaliamos a qualidade de distintas marcas de álcool gel, higienizamos as compras do mercado, estocamos papel higiênico como se fossem a solução para metade dos problemas. Em meio a isso tudo, chega uma ideia de simplificar a carga tributária no Brasil. Como? Criando uma contribuição - pra mim é eufemismo para imposto, já que não posso optar em contribuir, sou obrigado a. Se for aprovado. Fique claro, sou favorável a uma simplificação da carga tributária brasileira, que é tão absurda quanto a história de Macunaíma, o verdadeiro herói brasileiro. Afinal, que país taxa seu cidadão na hora em que se recebe a renda, na hora em que se adquire o bem e na hora em que se desfaz dele? Fora que entre esses pontos tem uns penduricalhos aqui e ali, cada Estado com uma alíquota, enfim. Um labirinto kafkaniano em que somos inseridos e não valemos nem uma barata. A Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviço...

Um passo a mais

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 Estou lendo uma coletânea de contos compilada por Neil Gaiman e outros autores chamado "Seres Mágicos & Histórias Sombrias", estou quase terminando e recomendo a leitura, pois no Prefácio, Neil Gaiman fala um pouco sobre o que faz uma história ser boa e a ideia da coletânea é trazer história boas.  Gaiman diz que uma história é boa quando instiga o leitor a se perguntar constantemente: "O que acontece depois...", parando pra pensar, de forma muito objetiva, é isso mesmo. Uma boa história faz com que nós, leitores ou telespectadores, fiquemos grudados nas palavras, na poltrona, na cadeira, sem perceber o tempo passar para que nossa constante pergunta: "o que acontece depois", seja respondida.  Dos livros que li, talvez o que me fez essa pergunta gritar dentro da minha cabeça foi O Código Da Vinci, de Dan Brown. Eu nunca fui muito ligado em literatura de investigação etc., mas as referências e conecções usadas nesse livro fizeram minha cabeça ferver. At...

Livros: Papel ou Tela?

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O digital é uma realidade sem volta, a não ser que aconteça uma hecatombe e faça com que retornemos à Idade da pedra, como Einstein disse sobre uma terceira guerra mundial. E isso não é nenhuma descoberta fenomenal que fiz.  Aceitamos os benefícios como praticidade, facilidade e qualidade que os meios digitais nos proporciona em relação ao analógico (tem gente por aí que nem sabe o que analógico quer dizer. Se você é uma dessas pessoas, pensa no relógio de ponteiro, não o smartwatch com interface, o de verdade, que tem que dar corda pra funcionar). Quem não teve o Google na época de escola pensa que hoje em dia tudo é mais fácil e quem nasceu hoje, acho que não iria conseguir completar uma trabalho escolar de pesquisa porque nem saberia como procurar  um livro numa biblioteca (uau, estou velho mesmo!).  Me impressiona como quando se trata de livros digitais e livros físicos a discussão se amplia sem resolução. Quando surgiram os CDs, com sua Alta Qualidade sono...

Série: Livros da minha vida - Morangos Mofados

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 Retomando os livros que marcaram minha vida de alguma forma, chego àquele que não só marcou minha vida, deu também sentido a ela em alguns aspectos. É, a mensagem foi forte porque o impacto também foi. Chegamos a Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu.  Para mim, é impossível falar da obra sem uma pitada do autor. Caio Fernando Abreu foi um escritor visceral, seus textos são apaixonados e apaixonantes. Destacou-se nos contos, mas também escreveu romances, crônicas e peças teatrais.   Seus textos são intensos, urbanos, tratam  de sentimentos, os mais básicos que temos, através de alegorias muito bem descritas, umas oras sutis, outras escancaradas. Sua produção textual perpassou as décadas de 70, 80 e chegou a meados dos anos 90. Faleceu em 1996, em pleno amadurecimento literário. Ele abordou de forma primorosa os anseios, angústias, alegrias e dores de uma geração que passou pela ditadura militar e o processo de reabertura.  Morangos Mofados é u...

Quebrando desculpas para não ler

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Quem tem o hábito da leitura pode dizer vários motivos de tê-lo. Na publicação passada eu elenquei 5 deles.  E quem não tem esse hábito também!  Outro dia, estava conversando com um amigo e a leitura surgiu na conversa, falei que tenho uma meta de livros para ler no ano e ele disse que não pegava em um livro desde o vestibular (mas e a faculdade? Pensei).  Ele foi transcorrendo os motivos de não ler, geralmente começa pelo mais simples de todos: "não gosto de ler". Eu fiquei quieto na hora, mas muitas coisas passaram pela minha cabeça, por isso quis compartilhar alguns dos motivos que ouço das pessoas não lerem e vou tentar dar uma solução para elas.  1. Não gostar de ler  Como falei, essa é a número 1 e deveria ser a mais plausível, nem deveria ser considerada uma desculpa, já que o fato de não gostar de algo é uma escolha pessoal e deveria ser soberana. Só que eu pergunto para quem diz isso "você gosta de filmes, séries ou uma história con...

O poder transformador da leitura na sua vida - Razões para Ler

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 Eu tenho escrito sobre livros que influenciaram a minha relação com a leitura e escrita. Falei que ler Paulo Coelho foi um incentivo para que eu pegasse pra valer o hábito da leitura e coloquei meus motivos, dá uma conferida lá.  O fato é que ler não é um hábito comum para a maioria das pessoas, mas se quiser uma promoção no emprego, mais tempo para você mesmo, ou ser rico, é hora de repensar esse hábito. Falarei  em breve sobre porquê não se lê, porque se a pessoa não tem o hábito da leitura, talvez precise saber razões que motive a leitura . Então primeiro falarei sobre o porquê ler, depois eu te ajuda a entender e resolver as questões que te impedem ler. 1. Aprender coisas novas e economizar tempo Você já parou pra pensar que a grande maioria das coisas que você aprendeu ao longo da vida foi lendo? Da escola até a faculdade, passando pelo manual de instruções de um aparelho (tô brincando, ninguém lê manuais de instrução para aprender a mexer...

Série: Livros da minha vida - Noite na taverna

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  Se Paulo Coelho foi responsável por fazer da leitura um caminho sem volta para mim, Álvares de Azevedo começou a alicerçar meu desejo de escrever. Quando li Noite na Taverna pela primeira vez eu devia ter acabado de chegar à adolescência. Foi um livro obrigatório na escola. Eu não detestava ler e isso basta dizer sobre minha relação com a leitura até então.   Quando criança, eu passei pela coleção Vaga-lume (os com trinta e poucos sabem do que estou falando...O escaravelho do diabo, As aventuras de Xisto...). Eram livros legais, com aventuras, mistério, tudo pra cativar pequenos leitores. Como disse, eu passei pela coleção e só. Nada excepcional para mim. Na escola em que estudava, na quinta ou sexta série, eles passavam uma lista de uns 6 livros por ano. Eu era CDF (ainda se fala isso?), então lia todos.   Mas no oitavo ano, aprendi sobre a segunda geração do Romantismo no Brasil, a geração Mal do Século, lembram? E um dos primeiros livros para leitura foi Noite...

Série: Livros da minha vida - O Alquimista

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 Decidi criar uma série de postagens para falar mais sobre minha vida através da literatura. Livros que marcaram minha vida, não necessariamente os melhores livros que já li, mas aqueles que me marcaram de alguma forma e qual a história por trás disso. Pode ser até que instigue a leitura do livro para alguém.  Para começar essa série, nada melhor que falar de um livro que me incitou a criar o hábito da leitura, porque ler, em algum momento escolar, sempre fomos e seremos obrigados, mas esse livro transmutou em mim a obrigação em prazer. E esse livro foi O Alquimista, de Paulo Coelho.  Esse bestseller mundial, detentor de recordes em Guinness Book, traduzido para dezenas de línguas e indicação de leitura por uma porção de gente notória mundo afora, é também visto com muita ressalva dentro de circuitos mais "acadêmicos" ou "letrados",seja pela construção um tanto pobre, do ponto de vista literário, ou mesmo pela própria criação literária, tendo em vista qu...

Sonhos sonhados, sonhos realizados

Desde as aulas de Biologia aprendemos que o ser humano, como um animal que faz parte do Ecossistema, ou da Cadeia alimentar ou da Natureza como um todo, é um bicho que nasce, se desenvolve e perece. Normal. O que nos diferencia basicamente dos outros animais é a capacidade de raciocínio mais elevada, certo? E essa pequena diferença faz toda diferença. É essa pequena diferença que faz com que nosso cachorro possa ter todas as noites bem tranquilas de sono e nós passar um noite em claro porque precisa apresentar um trabalho importante no dia seguinte. Essa pequena diferença faz com que projetemos prazer, faz com que criemos objetos. Faz com que sonhemos. O sonho como ato não é exclusividade nossa, vira e mexe vejo a Shakira dormir e agitar as patas freneticamente, como se estivesse correndo. E está, em seus sonhos. Mas só nós (pelo que sei), as pessoas, podemos sonhar acordados. Passar um tempo incontável vislumbrando um carro, uma casa, uma roupa, um trabalho. Tudo isso sentado numa ...

Dicas para Black Friday (ou qualquer outra data)

Pessoal, Black Friday chegando e tem gente que espera ansioso por essa data para trocar de celular, televisão...qualquer compra. Tem um monte de publicação falando sobre como não cair em fraudes e eu quero dividir dicas para conseguir um desconto melhor no que vc quer comprar. SEGURANÇA Primeiramente, é preciso comprar com segurança, então fuja de sites duvidosos e com preços muito abaixo do que está sendo praticado no mercado, porque milagres comerciais não existem. Veja se na barra de endereço o link começa com HTTPS , esse é o protocolo de segurança nas páginas da web, especialmente se vc já está na área do "carrinho", inserindo seus dados. ÀS COMPRAS!! Todo mundo já conhece os sites de comparação de preços (Buscapé, ZOOM, BONDFARO etc.). Essas ferramentas são cruciais para vc fugir da Black Fraude... Pesquise o produto que quer e confere na parte de histórico do preço pra saber se ele está em promoção mesmo, se houve tendência de queda no preço nos últimos m...

Sonhar seus sonhos para sobreviver

"Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz." A letra do Renato Russo vai para um outro caminho depois disso, um caminho, às vezes, inevitável. Só que não é nisso que estou pensando. Aliás, me vem agora a letra de outra música: "Tristeza não tem fim, felicidade sim." Eu fiquei muito tempo tentando entender o significado disso, talvez por não crer que Vinícius de Moraes e Tom Jobim, dois boêmios amantes da Vida pudessem dizer algo tão pessimista. Mas, como a própria letra anuncia, eu percebi que o que foi dito é que a tristeza será uma eterna sombra na Vida de qualquer pessoa, e a felicidade é a luz que se contrapõe, e extingue essa sombra, porém, essa luz é sutil e incerta como a de uma vela. Ao menor assopro, a luz se apaga. A felicidade é delicada, deve-se cultivá-la no coração e dedicar-se a ela. A felicidade não existe por si só, precisa de atenção e dedicação. E, se não o tiver, partirá. Como um amor v...

Diga

Diga não para as manhãs chuvosas que podem ser tristes. Diga não à lágrima que irá cair porque mal sabe de você. Diga não ao mar que tenta lhe derrubar, há o céu mais limpo e claro que vale mais a pena. Diga não ao olhares que lhe negam, os olhos não enxergam tudo. Diga não ao som do passo de alguém que não deveria estar. Diga não ao grito que te sufoca na tarde entendiante do trabalho. Diga não ao que você quiser, desde que valha a pena. Diga não à ferida aberta, e à fera que espreita. Diga não ao azedo da boca, de noites que deveriam ser dias, diga não ao espelho que mente e mostra mais do que realmente se é. Diga não, Não aceite! Negue, mas não minta. Diga aquilo que lhe tranca, pois isso é o que te mata. Lentamente, a negação passa de escudo à espada. Se não quiser não diga nada. E continue a querer o mesmo. Se quiser, escolha a hora. Se vier, terá a sorte. E se não vir. Diga apenas: Sim.

Uma vida bem simples

Tenho admirado, e até invejado, minha cachorrinha Shakira, ela, com seus pelos dourados, olhar curioso e trejeitos atrapalhados, mas espertos, fica andando pela casa, como quem procura alguma coisa para fazer, sem ter a mínima ideia do que seja e, na falta de objetivo, senta-se, abaixa a cabeça, suspira e olha para os lados com um certo vazio nos olhos, não por falta de Vida, mas por excesso dela, olhos vazios procurando coisas para preenche-los. Como seria bom se as pessoas também fossem assim. Mesmo tão nova, ainda uma criança, ela tem muito a ensinar. Sua determinação em mastigar com gana qualquer objeto que esteja próximo, os bichos de pelúcias, a quina do sofá e minhas mãos são seus favoritos, mas isso não faz com que ela, por vezes, vá mastigar o corrimão, uma meia ou uma garrafa PET. Levo-a para passear, uma ou duas vezes por dia, e fico admirado com a facilidade que ela tem em se dislumbrar com as coisas, mesmo as já conhecidas, ela anda pelas calçadas e cheira com afinco e ...