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Mostrando postagens com o rótulo literatura

Destino: O que você quiser

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  Outro dia, estava conversando com um amigo por WhatsApp e no meio da conversa ele falou que uma das coisas que mais lhe pesava viver em quarentena era a falta de liberdade para poder viajar. Disse que viajar era para ele uma libertação da alma, uma forma de extrapolar o próprio corpo e enxergar além da matéria. Uau! Eu respondi, ele que não é do tipo poético lançou um pensamento de efeito desses... me mostrou que viajar para ele era realmente algo muito poderoso! Fiquei sem responde-lo por um tempo. Pensei que viajar era realmente bom, mas, por circunstâncias diversas, eu não tinha tido a oportunidade de viajar tanto assim, logo, estava privado de viver uma experiência intensa como a dele. Será? Não precisei pensar muito. Peguei o celular de novo e apertei o botão com o microfone para dizer: Sabe que eu não estou sofrendo com isso? Nesses cinco ou seis meses eu fui para o Rio de Janeiro, passei um tempo em Botafogo e vi de perto como era viver em um Cortiço, cruzei por ruas ainda...

"Contribuição" sobre os livros não contribui em nada

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  Estamos em agosto de 2020, a pandemia está por aí, colegas perdendo empregos, avaliamos a qualidade de distintas marcas de álcool gel, higienizamos as compras do mercado, estocamos papel higiênico como se fossem a solução para metade dos problemas. Em meio a isso tudo, chega uma ideia de simplificar a carga tributária no Brasil. Como? Criando uma contribuição - pra mim é eufemismo para imposto, já que não posso optar em contribuir, sou obrigado a. Se for aprovado. Fique claro, sou favorável a uma simplificação da carga tributária brasileira, que é tão absurda quanto a história de Macunaíma, o verdadeiro herói brasileiro. Afinal, que país taxa seu cidadão na hora em que se recebe a renda, na hora em que se adquire o bem e na hora em que se desfaz dele? Fora que entre esses pontos tem uns penduricalhos aqui e ali, cada Estado com uma alíquota, enfim. Um labirinto kafkaniano em que somos inseridos e não valemos nem uma barata. A Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviço...

Um passo a mais

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 Estou lendo uma coletânea de contos compilada por Neil Gaiman e outros autores chamado "Seres Mágicos & Histórias Sombrias", estou quase terminando e recomendo a leitura, pois no Prefácio, Neil Gaiman fala um pouco sobre o que faz uma história ser boa e a ideia da coletânea é trazer história boas.  Gaiman diz que uma história é boa quando instiga o leitor a se perguntar constantemente: "O que acontece depois...", parando pra pensar, de forma muito objetiva, é isso mesmo. Uma boa história faz com que nós, leitores ou telespectadores, fiquemos grudados nas palavras, na poltrona, na cadeira, sem perceber o tempo passar para que nossa constante pergunta: "o que acontece depois", seja respondida.  Dos livros que li, talvez o que me fez essa pergunta gritar dentro da minha cabeça foi O Código Da Vinci, de Dan Brown. Eu nunca fui muito ligado em literatura de investigação etc., mas as referências e conecções usadas nesse livro fizeram minha cabeça ferver. At...

Série: Livros da minha vida - Morangos Mofados

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 Retomando os livros que marcaram minha vida de alguma forma, chego àquele que não só marcou minha vida, deu também sentido a ela em alguns aspectos. É, a mensagem foi forte porque o impacto também foi. Chegamos a Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu.  Para mim, é impossível falar da obra sem uma pitada do autor. Caio Fernando Abreu foi um escritor visceral, seus textos são apaixonados e apaixonantes. Destacou-se nos contos, mas também escreveu romances, crônicas e peças teatrais.   Seus textos são intensos, urbanos, tratam  de sentimentos, os mais básicos que temos, através de alegorias muito bem descritas, umas oras sutis, outras escancaradas. Sua produção textual perpassou as décadas de 70, 80 e chegou a meados dos anos 90. Faleceu em 1996, em pleno amadurecimento literário. Ele abordou de forma primorosa os anseios, angústias, alegrias e dores de uma geração que passou pela ditadura militar e o processo de reabertura.  Morangos Mofados é u...

Quebrando desculpas para não ler

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Quem tem o hábito da leitura pode dizer vários motivos de tê-lo. Na publicação passada eu elenquei 5 deles.  E quem não tem esse hábito também!  Outro dia, estava conversando com um amigo e a leitura surgiu na conversa, falei que tenho uma meta de livros para ler no ano e ele disse que não pegava em um livro desde o vestibular (mas e a faculdade? Pensei).  Ele foi transcorrendo os motivos de não ler, geralmente começa pelo mais simples de todos: "não gosto de ler". Eu fiquei quieto na hora, mas muitas coisas passaram pela minha cabeça, por isso quis compartilhar alguns dos motivos que ouço das pessoas não lerem e vou tentar dar uma solução para elas.  1. Não gostar de ler  Como falei, essa é a número 1 e deveria ser a mais plausível, nem deveria ser considerada uma desculpa, já que o fato de não gostar de algo é uma escolha pessoal e deveria ser soberana. Só que eu pergunto para quem diz isso "você gosta de filmes, séries ou uma história con...

O poder transformador da leitura na sua vida - Razões para Ler

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 Eu tenho escrito sobre livros que influenciaram a minha relação com a leitura e escrita. Falei que ler Paulo Coelho foi um incentivo para que eu pegasse pra valer o hábito da leitura e coloquei meus motivos, dá uma conferida lá.  O fato é que ler não é um hábito comum para a maioria das pessoas, mas se quiser uma promoção no emprego, mais tempo para você mesmo, ou ser rico, é hora de repensar esse hábito. Falarei  em breve sobre porquê não se lê, porque se a pessoa não tem o hábito da leitura, talvez precise saber razões que motive a leitura . Então primeiro falarei sobre o porquê ler, depois eu te ajuda a entender e resolver as questões que te impedem ler. 1. Aprender coisas novas e economizar tempo Você já parou pra pensar que a grande maioria das coisas que você aprendeu ao longo da vida foi lendo? Da escola até a faculdade, passando pelo manual de instruções de um aparelho (tô brincando, ninguém lê manuais de instrução para aprender a mexer...

Série: Livros da minha vida - Noite na taverna

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  Se Paulo Coelho foi responsável por fazer da leitura um caminho sem volta para mim, Álvares de Azevedo começou a alicerçar meu desejo de escrever. Quando li Noite na Taverna pela primeira vez eu devia ter acabado de chegar à adolescência. Foi um livro obrigatório na escola. Eu não detestava ler e isso basta dizer sobre minha relação com a leitura até então.   Quando criança, eu passei pela coleção Vaga-lume (os com trinta e poucos sabem do que estou falando...O escaravelho do diabo, As aventuras de Xisto...). Eram livros legais, com aventuras, mistério, tudo pra cativar pequenos leitores. Como disse, eu passei pela coleção e só. Nada excepcional para mim. Na escola em que estudava, na quinta ou sexta série, eles passavam uma lista de uns 6 livros por ano. Eu era CDF (ainda se fala isso?), então lia todos.   Mas no oitavo ano, aprendi sobre a segunda geração do Romantismo no Brasil, a geração Mal do Século, lembram? E um dos primeiros livros para leitura foi Noite...

Série: Livros da minha vida - O Alquimista

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 Decidi criar uma série de postagens para falar mais sobre minha vida através da literatura. Livros que marcaram minha vida, não necessariamente os melhores livros que já li, mas aqueles que me marcaram de alguma forma e qual a história por trás disso. Pode ser até que instigue a leitura do livro para alguém.  Para começar essa série, nada melhor que falar de um livro que me incitou a criar o hábito da leitura, porque ler, em algum momento escolar, sempre fomos e seremos obrigados, mas esse livro transmutou em mim a obrigação em prazer. E esse livro foi O Alquimista, de Paulo Coelho.  Esse bestseller mundial, detentor de recordes em Guinness Book, traduzido para dezenas de línguas e indicação de leitura por uma porção de gente notória mundo afora, é também visto com muita ressalva dentro de circuitos mais "acadêmicos" ou "letrados",seja pela construção um tanto pobre, do ponto de vista literário, ou mesmo pela própria criação literária, tendo em vista qu...

Sonhos sonhados, sonhos realizados

Desde as aulas de Biologia aprendemos que o ser humano, como um animal que faz parte do Ecossistema, ou da Cadeia alimentar ou da Natureza como um todo, é um bicho que nasce, se desenvolve e perece. Normal. O que nos diferencia basicamente dos outros animais é a capacidade de raciocínio mais elevada, certo? E essa pequena diferença faz toda diferença. É essa pequena diferença que faz com que nosso cachorro possa ter todas as noites bem tranquilas de sono e nós passar um noite em claro porque precisa apresentar um trabalho importante no dia seguinte. Essa pequena diferença faz com que projetemos prazer, faz com que criemos objetos. Faz com que sonhemos. O sonho como ato não é exclusividade nossa, vira e mexe vejo a Shakira dormir e agitar as patas freneticamente, como se estivesse correndo. E está, em seus sonhos. Mas só nós (pelo que sei), as pessoas, podemos sonhar acordados. Passar um tempo incontável vislumbrando um carro, uma casa, uma roupa, um trabalho. Tudo isso sentado numa ...

Sonhar seus sonhos para sobreviver

"Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz." A letra do Renato Russo vai para um outro caminho depois disso, um caminho, às vezes, inevitável. Só que não é nisso que estou pensando. Aliás, me vem agora a letra de outra música: "Tristeza não tem fim, felicidade sim." Eu fiquei muito tempo tentando entender o significado disso, talvez por não crer que Vinícius de Moraes e Tom Jobim, dois boêmios amantes da Vida pudessem dizer algo tão pessimista. Mas, como a própria letra anuncia, eu percebi que o que foi dito é que a tristeza será uma eterna sombra na Vida de qualquer pessoa, e a felicidade é a luz que se contrapõe, e extingue essa sombra, porém, essa luz é sutil e incerta como a de uma vela. Ao menor assopro, a luz se apaga. A felicidade é delicada, deve-se cultivá-la no coração e dedicar-se a ela. A felicidade não existe por si só, precisa de atenção e dedicação. E, se não o tiver, partirá. Como um amor v...