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Mostrando postagens com o rótulo livros

Dê as mãos para o erro e seja criativo

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   Tenho tido conversas interessantes com meu amigo.  Dia desses, estávamos novamente falando sobre criatividade, ele comentou que estava pensando em algo para o seu trabalho depois que conheceu um pouco mais sobre uma outra área, nada a ver com a dele. (lembra que no post passado falamos que a curiosidade é alimento do bichinho criativo?) Eu não saberei explicar a ideia, mas a situação o colocou num processo de erro atrás de erro. Ele disse que ficou dias tentando e não ia, não dava certo. Uma ou duas vezes, quando tudo estava se encaminhando para o que queria. Puff. O bolo desandava e voltava pro zero. Perguntei se ele não era cobrado por errar tanto. Ele me olhou de um jeito estranho e pensou um pouco antes de me dizer: "Quando eu fui contratado, disseram que a área precisava de soluções inovadoras porque os desafios eram grandes e do jeito que estava, não levaria muito tempo até terem um gargalo sem fim. Eu ouvi e disse que entendia. Olhei para as paredes e tinha um q...

Curiosidade: o alimento para a criatividade

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  Quem, ao menos uma vez na vida, não pensou que gostaria de ser mais criativo ou ser o mínimo que fosse? Eu me questionava sobre isso quase todos os dias porque a criatividade não é só para os artistas, como eu pensava. No mundo corporativo, a criatividade é uma habilidade cada vez mais exigida e cultuada, às vezes ela se camufla com outro nome: INOVAÇÃO.  Então, se cada vez mais precisamos ser criativos, seja para querer uma promoção ou apenas desenhar, escrever ou fazer uma coreografia surpreendente, como colocar criatividade dentro da nossa cabeça?  Eu achava que criatividade era um dom, quem nasceu com ele, parabéns; quem não, que chore as pitangas. E pra mim, eu estava do lado chorador. Aí a gente vai vivendo, aprendendo e na jornada muita coisa chega para nos acalmar. Uma das maiores lições que aprendi, dita por uma das pessoas mais criativas que conheço foi: criatividade não é dom, é exercício. Eu olhei de canto e pigarreei quando ouvi, vindo de um cara com ideias...

Destino: O que você quiser

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  Outro dia, estava conversando com um amigo por WhatsApp e no meio da conversa ele falou que uma das coisas que mais lhe pesava viver em quarentena era a falta de liberdade para poder viajar. Disse que viajar era para ele uma libertação da alma, uma forma de extrapolar o próprio corpo e enxergar além da matéria. Uau! Eu respondi, ele que não é do tipo poético lançou um pensamento de efeito desses... me mostrou que viajar para ele era realmente algo muito poderoso! Fiquei sem responde-lo por um tempo. Pensei que viajar era realmente bom, mas, por circunstâncias diversas, eu não tinha tido a oportunidade de viajar tanto assim, logo, estava privado de viver uma experiência intensa como a dele. Será? Não precisei pensar muito. Peguei o celular de novo e apertei o botão com o microfone para dizer: Sabe que eu não estou sofrendo com isso? Nesses cinco ou seis meses eu fui para o Rio de Janeiro, passei um tempo em Botafogo e vi de perto como era viver em um Cortiço, cruzei por ruas ainda...

"Contribuição" sobre os livros não contribui em nada

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  Estamos em agosto de 2020, a pandemia está por aí, colegas perdendo empregos, avaliamos a qualidade de distintas marcas de álcool gel, higienizamos as compras do mercado, estocamos papel higiênico como se fossem a solução para metade dos problemas. Em meio a isso tudo, chega uma ideia de simplificar a carga tributária no Brasil. Como? Criando uma contribuição - pra mim é eufemismo para imposto, já que não posso optar em contribuir, sou obrigado a. Se for aprovado. Fique claro, sou favorável a uma simplificação da carga tributária brasileira, que é tão absurda quanto a história de Macunaíma, o verdadeiro herói brasileiro. Afinal, que país taxa seu cidadão na hora em que se recebe a renda, na hora em que se adquire o bem e na hora em que se desfaz dele? Fora que entre esses pontos tem uns penduricalhos aqui e ali, cada Estado com uma alíquota, enfim. Um labirinto kafkaniano em que somos inseridos e não valemos nem uma barata. A Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviço...

Série: Livros da minha vida - Noite na taverna

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  Se Paulo Coelho foi responsável por fazer da leitura um caminho sem volta para mim, Álvares de Azevedo começou a alicerçar meu desejo de escrever. Quando li Noite na Taverna pela primeira vez eu devia ter acabado de chegar à adolescência. Foi um livro obrigatório na escola. Eu não detestava ler e isso basta dizer sobre minha relação com a leitura até então.   Quando criança, eu passei pela coleção Vaga-lume (os com trinta e poucos sabem do que estou falando...O escaravelho do diabo, As aventuras de Xisto...). Eram livros legais, com aventuras, mistério, tudo pra cativar pequenos leitores. Como disse, eu passei pela coleção e só. Nada excepcional para mim. Na escola em que estudava, na quinta ou sexta série, eles passavam uma lista de uns 6 livros por ano. Eu era CDF (ainda se fala isso?), então lia todos.   Mas no oitavo ano, aprendi sobre a segunda geração do Romantismo no Brasil, a geração Mal do Século, lembram? E um dos primeiros livros para leitura foi Noite...

Série: Livros da minha vida - O Alquimista

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 Decidi criar uma série de postagens para falar mais sobre minha vida através da literatura. Livros que marcaram minha vida, não necessariamente os melhores livros que já li, mas aqueles que me marcaram de alguma forma e qual a história por trás disso. Pode ser até que instigue a leitura do livro para alguém.  Para começar essa série, nada melhor que falar de um livro que me incitou a criar o hábito da leitura, porque ler, em algum momento escolar, sempre fomos e seremos obrigados, mas esse livro transmutou em mim a obrigação em prazer. E esse livro foi O Alquimista, de Paulo Coelho.  Esse bestseller mundial, detentor de recordes em Guinness Book, traduzido para dezenas de línguas e indicação de leitura por uma porção de gente notória mundo afora, é também visto com muita ressalva dentro de circuitos mais "acadêmicos" ou "letrados",seja pela construção um tanto pobre, do ponto de vista literário, ou mesmo pela própria criação literária, tendo em vista qu...

Sonhos sonhados, sonhos realizados

Desde as aulas de Biologia aprendemos que o ser humano, como um animal que faz parte do Ecossistema, ou da Cadeia alimentar ou da Natureza como um todo, é um bicho que nasce, se desenvolve e perece. Normal. O que nos diferencia basicamente dos outros animais é a capacidade de raciocínio mais elevada, certo? E essa pequena diferença faz toda diferença. É essa pequena diferença que faz com que nosso cachorro possa ter todas as noites bem tranquilas de sono e nós passar um noite em claro porque precisa apresentar um trabalho importante no dia seguinte. Essa pequena diferença faz com que projetemos prazer, faz com que criemos objetos. Faz com que sonhemos. O sonho como ato não é exclusividade nossa, vira e mexe vejo a Shakira dormir e agitar as patas freneticamente, como se estivesse correndo. E está, em seus sonhos. Mas só nós (pelo que sei), as pessoas, podemos sonhar acordados. Passar um tempo incontável vislumbrando um carro, uma casa, uma roupa, um trabalho. Tudo isso sentado numa ...

Sonhar seus sonhos para sobreviver

"Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz." A letra do Renato Russo vai para um outro caminho depois disso, um caminho, às vezes, inevitável. Só que não é nisso que estou pensando. Aliás, me vem agora a letra de outra música: "Tristeza não tem fim, felicidade sim." Eu fiquei muito tempo tentando entender o significado disso, talvez por não crer que Vinícius de Moraes e Tom Jobim, dois boêmios amantes da Vida pudessem dizer algo tão pessimista. Mas, como a própria letra anuncia, eu percebi que o que foi dito é que a tristeza será uma eterna sombra na Vida de qualquer pessoa, e a felicidade é a luz que se contrapõe, e extingue essa sombra, porém, essa luz é sutil e incerta como a de uma vela. Ao menor assopro, a luz se apaga. A felicidade é delicada, deve-se cultivá-la no coração e dedicar-se a ela. A felicidade não existe por si só, precisa de atenção e dedicação. E, se não o tiver, partirá. Como um amor v...