"Contribuição" sobre os livros não contribui em nada
Estamos em agosto de 2020, a pandemia está por aí, colegas perdendo empregos, avaliamos a qualidade de distintas marcas de álcool gel, higienizamos as compras do mercado, estocamos papel higiênico como se fossem a solução para metade dos problemas. Em meio a isso tudo, chega uma ideia de simplificar a carga tributária no Brasil. Como? Criando uma contribuição - pra mim é eufemismo para imposto, já que não posso optar em contribuir, sou obrigado a. Se for aprovado. Fique claro, sou favorável a uma simplificação da carga tributária brasileira, que é tão absurda quanto a história de Macunaíma, o verdadeiro herói brasileiro. Afinal, que país taxa seu cidadão na hora em que se recebe a renda, na hora em que se adquire o bem e na hora em que se desfaz dele? Fora que entre esses pontos tem uns penduricalhos aqui e ali, cada Estado com uma alíquota, enfim. Um labirinto kafkaniano em que somos inseridos e não valemos nem uma barata. A Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviço...